Enfim, acabou no 56º slide, e o professor super empolgado para dar mais algumas informações extras. Meu Deus, eles acham que vamos aprender coisas de quase uma vida inteira em “apenas” três horas de blá-blá-blá. Faça-me um favor, por favor! Pára a nave que eu quero descer.
Felizmente, voltando pra casa, repetindo o que tinha feito indo, só que com um companheiro que deixou tudo mais difícil de fazer, o senhor vento frio, e que frio!Não costumo ouvir barulhos externos quando estou andando pela rua sem pressa [e com pressa] com o mp3 no volume 25 [leia-se bem alto], mas desta vez, graças a Deus, eu ouvi, sabe aquela voz láááááá no fundo? “Simone tá indo pra casa?”, tira correndo os fones do ouvido, e fala logo “Anham”, “Quer uma carona?”, “Anham, claro”, e lá fui eu, sem céu, sem estrelas, sem pedrinhas, mas quentinha, e bem quentinha *-*, e do lado de um gato, e que gato *-*.
Estudamos todo o colegial juntos, brigávamos, mas era uma turminha inseparável, e fazia muito, mas muito tempo que não nos víamos/falávamos, e quem diria que aquele menino chato e do tipo super-preguiçoso-pra-estudar hoje estaria legal e lindo, e formado em fisioterapia [forçado pela mãe], mas formado e trabalhando. Temos algo em comum, fazemos algo que detestamos [nem sempre dá pra fazer aquilo que gostamos], e vamos a vida levando.
Pensei “que vida ruim, sempre teve uma estabilidade $$, e hoje recém-formado ganhando tudo isso [é pra quem ganha pouco isso aí é muito] e ainda tá reclamando”.